Endorfina, o hormônio do bem-estar: 5 alimentos que, combinados com a atividade física, contribuem para máxima liberação

Categorias Categorias

Endorfina: descubra quais alimentos que, quando combinados com a atividade física, estimulam a liberação do hormônio do bem-estar.

Imagine sentir, quase que a todo momento, a sensação de ter acabado de comer uma barra do seu chocolate preferido sem que, para isso, tenha de “enfiar o pé na jaca”?

Calma, não estamos falando de nenhum remédio nem muito menos de nenhum entorpecente, estamos falando do hormônio do bem-estar, a endorfina.

Este hormônio juntamente com os hormônios dopamina, serotonina e ocitocina são os grandes responsáveis por aquela sensação de felicidade e bem-estar provocada, por exemplo, ao comermos uma barra de chocolate.

O que é endorfina?

Endorfina é um neuro-hormônio produzido por nosso cérebro, na glândula hipófise. O termo se originou das palavras endo (interno) e morfina (analgésico).

Após diversos estudos, cientistas descobriram que a liberação desse hormônio causa a sensação de bem-estar, contribuindo para sensação de felicidade e melhora no humor.

endorfina é liberada no cérebro pela glândula pituitária (ou glândula da hipófise) durante períodos de exercício extenuante e sensações prazerosas como um orgasmo ou na ingestão de seu alimento preferido.

Para que serve a endorfina?

para que serve a endorfina

endorfina ajuda a aliviar a dor e a induzir sentimentos de prazer e euforia. Ela desempenha um papel importante no sistema de recompensas do cérebro, que inclui atividades como comer, beber, fazer sexo e comportamento materno.

Além do seu efeito analgésico, acredita-se que a endorfina controla a reação do corpo à tensão, regulando as algumas funções do sistema nervoso autônomo como as contrações da parede intestinal e também o humor. Ela pode, até mesmo, regular a liberação de outros hormônios.

Relação entre a acupuntura e a endorfina

Provavelmente, parte da capacidade da acupuntura em aliviar a dor se deve ao estímulo da liberação de endorfina.

Uma vez estimulados pelas agulhas nos terminais nervosos (“pontos”), é gerado um impulso para aumentar a liberação de neurotransmissores no complexo supressor de dor, ou seja, é produzido o efeito analgésico na região cerebral. Além disso, ocorre liberação de endorfina no local inflamado.

Percepção dos efeitos da endorfina

Algumas pesquisas afirmam que os efeitos da endorfina são sentidos até uma ou duas horas após a sua liberação. Porém, não existe um tempo de exercício predeterminado a partir do qual ela começa a ser liberada mais intensamente.

Em geral podemos dizer que o pico de liberação ocorre no momento de maior tranquilidade e paz que uma pessoa se encontrar após a atividade física.

Qualquer atividade física libera endorfina?

Estudos também apontaram que exercícios como a Musculação, classificados como anaeróbios, não foram capazes de alterar significativamente os níveis de endorfina.  Exercícios de intensidade leve a moderada também não se demonstraram capazes de alterar a taxa de endorfina no sangue.

Assim sendo, a intensidade e a duração do exercício parecem ser responsáveis pela sua concentração no sangue.

Logo, procure realizar atividades físicas de intensidade média a alta, por pelo menos 40 minutos por sessão e sempre com auxílio de um profissional de Educação Física para que suas individualidades físicas e biológicas sejam respeitadas.

Como estimular a produção de endorfina?

como estimular a produção de endorfina

Há diversas formas de estimular a produção de endorfina. A mais conhecida delas é através da prática esportiva.

Há inclusive quem se considere viciado em endorfina. Porém, a dependência em exercícios é atribuída pela sua quantidade que o corpo produz. Quanto mais a pessoa se exercita, maior será o estímulo à sua produção.

Porém, nem só de atividade física vive o estímulo à produção de endorfina. Alguns alimentos também podem trazer uma carga positiva de bem-estar que, consequentemente, estimulam a sua produção.

 

Comprovando a eficácia e poder dos alimentos no estímulo à produção de endorfina

Para comprovar a eficácia do poder dos alimentos em nosso humor e bem estar, um estudo feito pela Food and Mood Project, na Inglaterra, mostrou resultados reveladores quanto à positividade na saúde mental quando decidimos fazer uma mudança de hábito alimentar.

Cerca de 200 pessoas aceitaram participar de um desafio de uma dieta recomendada para melhorar o bom humor. O resultado mostrou números bastante positivos: 26% das pessoas tiveram uma melhora na instabilidade emocional, 24% na depressão e 26% em ataques de pânico e ansiedade. Todos os envolvidos diminuíram o consumo de açúcar, cafeína, álcool e chocolate e aumentaram o de frutas, peixes e líquidos.

5 alimentos que contribuem para liberação de endorfina

Confira a seguir a lista com 5 alimentos que, combinados com a atividade física, contribuem para máxima liberação do hormônio do bem-estar:

1. Aveia

aveia

Cereal com altas doses de triptofano, responsável por estimular a liberação de serotonina, com bons níveis de selênio, que colabora para a produção de energia.

A aveia é capaz de estimular sensações de bem-estar, bom humor, ânimo e felicidade e diminui baixa estima e estados de insônia.

2. Pimenta

pimenta

Rica em capsaicina, substância responsável pela sensação de ardência, a pimenta faz com que o cérebro produza mais endorfina. A pimenta-de-cheiro, a vermelha e a malagueta são as melhores.

3. Sementes de abóbora e girassol

sementes de abóbora e girassol

Sementes de abóbora e girassol são ricas em triptofano, também conhecido como L-triptofano, substância que atua como precursor da endorfina e serotonina, neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

O triptofano é um aminoácido não-essencial que tem influências indiretas sobre o comportamento alimentar, fadiga e sono, bem como o estímulo da insulina e do hormônio do crescimento.

4. Alface

alface

Contém uma substância chamada lactucina, substância biologicamente ativa que promove o relaxamento muscular e mental.

A maior concentração da lactucina está nos talos e no coração. Portanto, o pé de alface deve ser bem lavado e consumido por inteiro.

5. Chocolate

chocolate

Sim, sim, chocolate, claro! Como não poderia deixar de ser, o chocolate é uma grande fonte de minerais como o manganês, cobre, zinco e magnésio.

É rico também em tirosina – substância que estimula não só a liberação de endorfina, como também a produção de serotonina e dopamina. Procure consumir chocolates com pelo menos 70% cacau, pois além do poder antioxidante do cacau, esse tipo tende a conter menor teor de açúcares.

Conclusão

Com o dia-a-dia corrido, atribulado e, muitas vezes, estressante ao qual somos submetidos nos tempos atuais torna-se cada vez mais importante contarmos com o auxílio de hormônios como a endorfina.

Portanto, pratique, frequentemente, atividade física aeróbia de média a alta intensidade e cuide da sua alimentação, incluindo não só alimentos com bom valor nutricional, como também alimentos funcionais, capazes de contribuir para a liberação de endorfina, como os que vimos no artigo.

 

FONTE: Geração Fit

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *